2012 is here! Hoorrraaayyy!

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O ano novo chegou preenchendo a maior parte das minhas expectativas. Parte do meu visto veio e eu sou parcialmente livre agora. A primeira coisa que fiz foi achar um emprego mais ou menos que me reintegre à realidade de forma suave. Penso em ficar nesse emprego por entre 6 meses e um ano, enquanto ponho minhas finanças em ordem e me preparo para novos desafios. Tenho algumas portas se abrindo para mim na área química… Estou me preparando, mas o futuro é tão sólido quanto areia movediça em meio à névoa.

Notei que ultimamente tenho suicidado minha vida social. E a pior parte é que não ligo muito pra isso. É parte do efeito que o inverno tem em mim; inverno que esse ano está particularmente frio e louco. Efeito da La Niña, eles dizem. Tudo que quero fazer quando chego em casa do trabalho, e também nos meus dias de folga, é sentar na minha cadeira preferida em casa e ler e escrever. E claro, começo esse ano com dois livros muito bons, que merecem ser recomendados:

– Oil – Upton Sinclair (Procurei no Oráculo – meus amigos livreiros sabem do que falo – e não achei a tradução em português, desculpe).

O livro foi escrito em 1926 e as idéias que ele contém não poderiam ser mais modernas. É o retrato de uma sociedade, de uma época e também as causas de consequências que vemos claramente hoje. Mais do que isso é a história de pai e filho. O pai, um milionário que se fez explorando petróleo. O filho, um menino que cresceu assistindo negociações, corrupção, pobreza, enquanto ele desfrutava de riqueza. O filho cresce e questiona. Ele é você. Você e eu. Confusos com conceitos maiores que nós…

Um dos melhores livros que já li. Ficção.

Tem um livro que se diz baseado nesse livro. O filme se chama “There Will Be Blood” e é decepcionante. Alguns dos personagens são baseados no livro, mas mais seus nomes e parentescos do que suas personalidades. A história é COMPLETAMENTE diferente.

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O segundo livro, foi a avó do A. que ofereceu me emprestar porque ela achou que ia gostar. Eu li porque ela quis me emprestar, mas também porque achei que seria um bom descanso mental do livro Oil. No fim, não foi descanso, mas quase continuação.

– The Help ( “A Resposta” – Kathlyn Stockett)

Uma história sobre racismo (especialmente no Sul dos Eua) nos anos 60. A história toma a perspectiva de duas domésticas negras trabalhando pra famílias brancas. E também a perspectiva de uma mulher branca, que não entende a segregação, embora a tenha aceitado sem questionar pela maior parte da sua vida.

É um filme também, bem fiel ao livro, embora como sempre o livro seja melhor.

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Uma das minhas resoluções desse ano é escrever mais pros meus amigos. Se eu não tenho seu endereço, por favor, me mande no e-mail: overjinx@gmail.com, obrigada!

Boa segunda!

 

3 livros, de novo.

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Lar novo (que finalmente consigo chamar de lar), inverno e tea pot novo resultam em ficar mais casa, ler mais, escrever mais…Então, pra refletir com mais precisão, aqui vai outra lista de 3 livros que recomendo:

-Shantaram – Gregory David Roberts;

Esse consumiu o meu primeiro mês na casa nova e me prendeu tanto que quando terminei de lê-lo não sabia o que fazer comigo mesma e senti saudade dos personagens como sinto da minha própria família.

O livro é semi-auto-biográfico, o personagem, assim como o autor escapou uma prisão de segurança máxima australiana e fez o seu caminho até a Índia. Na Índia ele morou na favela e virou médico da favela (mesmo só tendo um curso de primeiros socorros), se envolveu com a máfia e até foi pra guerra em países vizinhos.  (…) Não dá pra falar muito mais. O autor mostra a cultura indiana de uma forma tão vívida e incrível que não ha quem não pegue “o bicho da viagem” ao ler este livro.

Honestamente um dos melhores livros que já li com doses suficientes de realidade e ficção, poesia e filosofia.

-Beat the Reaper (SINUCA DE BICO (!??))-Josh Bazell

Ficção. Bom entretenimento. Uma mistura de Dr. House e Poderoso Chefão, bem escrito, embora dê a impressão de que o autor escreveu o livro com ambição de que vire um filme (cheio de sangue e difícil de manter os olhos na tela).

Pra ser honesta, eu não saberia dizer um pouco desta história sem contar alguma parte importante.

-The Art of Racing In the Rain (A Arte de Correr Na Chuva)-Garth Stein;

Ficção, dup! Escrito do ponto de vista de um cachorro (filósofo). O livro é muito interessante e muito bem escrito.Triste.Vale muito a pena ler.

Enzo é o cachorro de um piloto de carro de corridas, Denny, que está tentando virar profissional. Em seu tempo vago, Enzo assiste fitas de corridas antigas e pensa na vida, esperando pela próxima encarnação em que ele acredita, finalmente se tornará humano e terá polegares opositores e uma língua que serve pra mais do que esparramar a água da tigela.

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E eu vou tomar outra xícara de chá e ler um pouco mais…

 

Wintry mind

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As far as I know, in life, sometimes you rule and sometimes you take a beating (and everything in the middle, you forget). Well, I’ve been taking a serious beating down! But I am not here to complain… I can take it! Actually I think this an excellent time to review everything, EVERYTHING! Down here, in the mud,  I have very little to lose and am free to change it all.

I am not a surpersticious person and was told – jokingly – that certain things (such as “What else now?”) shouldn’t be said outloud. I am really not afraid, I am interested! Life can be as creative as it can be cruel in its “punishments” and I want to see how far this one is going to go just as much as I want to stop it. Just as much as I want to turn everything around.

My childhood friend, that I met again thanks to online social media, told me “A paciência é amarga mas seus frutos são doces.” (“Patience is bitter, but its fruit is sweet” – Jean Jacques Rousseau). To admit this would be like believing – having faith – in something and I don’t, although I crave to be able to. Patience, to me, is not a virtue, it’s a manifestation of stubbornness!

A Todos, a vosotros

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A TODOS, a vosotros,
los silenciosos seres de la noche
que tomaron mi mano en las tinieblas, a vosotros,
lámparas
de la luz inmortal, líneas de estrella,
pan de las vidas, hermanos secretos,
a todos, a vosotros,
digo: no hay gracias,
nada podrá llenar las copas
de la pureza,
nada puede
contener todo el sol en las banderas
de la primavera invencible,
como vuestras calladas dignidades.
Solamente
pienso
que he sido tal vez digno de tanta
sencillez, de flor tan pura,
que tal vez soy vosotros, eso mismo,
esa miga de tierra, harina y canto,
ese amasijo natural que sabe
de dónde sale y dónde pertenece.
No soy una campana de tan lejos,
ni un cristal enterrado tan profundo
que tú no puedas descifrar, soy sólo
pueblo, puerta escondida, pan oscuro,
y cuando me recibes, te recibes
a ti mismo, a ese huésped
tantas veces golpeado
y tantas veces
renacido.
A todo, a todos,
a cuantos no conozco, a cuantos nunca
oyeron este nombre, a los que viven
a lo largo de nuestros largos ríos,
al pie de los volcanes, a la sombra
sulfúrica del cobre, a pescadores y labriegos,
a indios azules en la orilla
de lagos centelleantes como vidrios,
al zapatero que a esta hora interroga
clavando el cuero con antiguas manos,
a ti, al que sin saberlo me ha esperado,
yo pertenezco y reconozco y canto.”

Top 3, livros.

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A conversa na mesa de café-da-manhã foi aos quatro cantos do mundo. Viajou mares e até o além-vida e voltou, humildemente, como sempre volta ao cotidiano. Em um certo ponto falávamos de livros e eu decidi que seria uma boa idéia recomendar meus favoritos dos últimos tempos (três meses?!)…Escreverei essa lista sem ordem específica de preferência.

Defendo ainda a literatura e sua importância. Enquanto a não-ficção crua, nos leva direto ao ponto e, ainda que possa ser poética, tende a ser prática, a literatura fictícia explora e brinca com o fato de todos nós entendermos o mundo de maneira diferente e, por isso, nos traz à realidade vestida nas suas melhores (e piores roupas) e de forma modesta, nos apresenta problemas, fatoes, teorias e idéias que não levaríamos em consideração ou teríamos paciência pra pesquisar em outras circuntâncias. Isso tudo, além de exemplificar a poesia de todas as coisas.

Vamos à lista (os nomes em português talvez sejam diferentes, procure pelo autor):

– De Niro’s Game (Rawi Rage)

A história de dois amigos de infância crescendo no Líbano durante a guerra civíl. Além de ser informativo ( o que você sabe sobre a guerra civíl Libanesa honestamente?), o livro é ridiculamente bem escrito, um dos melhores na minha opinião. O que eu gosto nele é o jeito que o autor escreve quase que por livre-associação. Por exemplo, o personagem vê uma certa coisa e uma certa cena e isso o remete à … que o remete à… que lhe faz pensar em…. E tudo faz perfeito sentido. Leia em uma tarde quieta. É muita informação em cada parágrafo.

– Little Bee (Chris Cleave)

O que eu não gosto sobre este livro é como na capa e na ante-capa eles lhe apresentam a história “a história de duas mulheres que se conheceram no dia que mudou a vida das duas” ou qualquer coisa do tipo. Não, a história não é sobre isso. A história é sobre uma menina Nigeriana tentando imigrar (ou refugiar-se) na Inglaterra.  O livro é escrito na perspectiva de duas mulheres com vidas e idéias completamente diferentes ao redor de uma história comum.

– Dali & I (Stan Lauryssen)

Biográfico, este livro não é uma história, é uma confissão. Risadas são garantidas e também uma noção geral do mercado de arte internacional e suas consipirações e fraudes.

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Tenho mais laguns pra essa lista, mas eu vou deixar pra depois porque estou escrevendo isso pra procrastinar a tarefa em mãos: empacotar a casa.

Algumas palavras sobre o livro que estou lendo, só pra completar este post.

-As we forgive (Catherine Larson).

Não estou gostando. O livro é catalogado como biografia e enquanto a premissa é interessante, o conteúdo é duvidoso. A autora coletou histórias na Rwanda depois que, em 2003, mais de 40000 presos foi liberados pra voltar pras suas antigas vidas e vilas. Esses criminosos foram, em 1994, os responsáveis pelo genocídio de 50.000 Tutsis. Agora, a população tem que aprender a conviver e recuperar a harmonia.  As histórias contadas no livro são enauseantes e tocantes, uma vez que pessoas que tiveram suas famílias mutiladas, estupradas e abusadas, conseguem pouco-a-pouco, olhar nos olhos de seus malfeitores e dizerem “eu lhe perdoo”, o que libera a vítima do passado e permite aos malfeitores se sentirem dignos de futuro. O que não é interessante nesse livro é que entre as histórias, a autora põe capítulos com as próprias reflexões de uma forma acadêmica e chata. Apesar de em alguns poucos capítulos ela introduzir conceitos interessantes e válidos sobre justiça e paz, nos outros ela parece simplesmente estar a converter o leitor ao Cristianismo.Li 2/3 do livro e quero terminar só pra poder ler outro melhor…

Mas enfim. Empacotar!

Hacia el Sol

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É incrível os lugares que chegamos quando não estamos tentando chegar a nenhum lugar em particular. … Hoje foi um desses dias em que você amanhece empolgado pra fazer algo, mas uma sucessão descabida de eventos lhe impossibilita e do alto de sua raiva e/ou frustração, você quer jogar tudo pro alto, mas tudo o que?! …É só um outro feriado, você se lembra, e realmente não importa porque todos os dias têm sido feriados e as horas e o tempo nunca fizeram menos sentido. Então você se acalma, respira. E ao respirar sente um cheiro fresco, quase reconhecível. Cheiro de tranquilidade. Aroma que já foi constante, mas que se perdeu em meio à sua montanha-russa entre claro e escuro. Aromas não precisam de claridade. Aromas só precisam que se respire e que se calem todos os outros sentidos.

Uma caminhada de três horas sob o sol e o caos ordenado de sua mente se reestabelece. Serve pra lhe lembrar que movimento é mais do que importante, é vital. Também que recorda de que o sol está aqui hoje, mas que nos próximos meses ele vai estar escondidinho e não vai se revelar pra recarregar-lhe as baterias. É importante lembrar-se que o sol vem e vai independentemente de necessitarmos dele. Assim como as pessoas, as situações e as burocracias.

New home

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Ok, eu perdi o hábito de escrever no blog…

Mais três semanas eu mudo de casa de novo, pela segunda vez em 3 meses. Da primeira vez  isso significava não trabalhar mais como babá, além de ter certas liberdades, mas ainda não significava me sentir completamente à vontade uma vez que mudei pro apartamento do Armand que era ótimo pra ele, mas pequeno para nós dois, ou melhor, para nós três, uma vez que ele tem uma filha que passa metade do tempo conosco.  Enfim a história de como encontramos a casa perfeita para nós é longa e cheia de coincidências, mas vamos dizer que a casa é perfeita para o agora e que não nos esforçamos, ela simplesmente aconteceu. Estou muito feliz e muito empolgada e cheia de projetos. Reusando e recriando tudo que temos!

(Telhado plano não é uma boa idéia aqui. Oh well. Ômega é o nome da montanha ao fundo.)

Pedalar…

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Não é surpresa para ninguém que me conhece que eu tenha me reencontrado no ciclismo. A minha paixão por bicicletas vem de muito tempo atrás desde que nem eu me lembro. Sempre foi um dos meus passatempos preferidos quando criança e ainda não encontrei invenção mais simples e mais genial. Genial pela simplicidade, mas também pelo propósito: ir à lugares, movimentar-se.

Quando vim para o Canadá, meu amor por bicicletas tomou um rumo antes inimaginado. Realmente eu não entendia as extensões do esporte em si e muito menos a suas possibilidades. Hoje, como foi o basquetebol no passado, o ciclismo é minha válvula de escape. É o meu jeito de me comunicar com os deuses do Universo. O meu jeito de rir e de chorar sem nenhuma lágrima. O meu único modo de transporte, o meu passatempo, o meu lazer e, em parte, o que põe comida na minha mesa.  De vez em quando por trabalhar na bicicletaria, sinto-me demasiadamente pressionada a pedalar, a ser mais forte, mais rápida, mais eficiente, mas habilidosa e, por isso de vez em quando fico uns dias, ou uma semana, sem pedalar, mas quando me “forço” a sentar no banco da bicicleta e pedalar sem rumo tudo se explica, tudo se encaixa.

Porque pedalando é que eu não só descubro lugares como estes (abaixo), mas como eu aprendo cada detalhe do terreno e me sinto mais em casa!

Road riding by Galileo Coffee at Britannia Beach

Mountain Biking – Room with a view

Desafio musical

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Pelo Facebook, pessoas estão fazendo esse “Desafio Musical de 250 dias”.  Sei que não cumprirei uma coisa desses (lembrar disso todos os dias… tem dias que eu tenho mais o que fazer), mas achei a idéia interessante e postarei aqui, um pouco de cada vez. Embora eu ache que a escolha das músicas dependa do meu humor… Comprometo-me a postar a primeira música que me ocorrer quando eu ler o tema. Livre-associação… Vamos lá!

1 – Uma música que te lembre a sua infância


2 – Uma música que você ache engraçada


3 – Uma música que te faça dançar

4 – Uma música que você saiba a letra toda

(Eu gosto de decorar letras… então essa vai ser uma escolha arbitrária)

5 – A música com um dos seus solos preferidos

(solo de bateria..um simples e bem executado)

6 – Uma música da sua banda preferida

(Banda preferida?! Ai ai! Eu não gosto de comprimissos assim!)

7 – Uma música que você ame a letra

8 – Uma música que não tenha letra

9 – Uma música que você odeie

(my house is a Justin  Bieber free zone!)

10-Uma música que você quer apresentar as pessoas

(essa me lembra meu irmão!)

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Mais um pedacinho da minha alma pra vocês.

Surreal weekend

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Ainda estou me adaptando a nova vida, embora com uma atitude muito mais positiva e ando simplesmente mais alegre desde que tirei aquele fardodos meus ombros. Esse fim-de-semana foi surreal e uma otima abertura para uma semana promissora… Comecou com um passeio pra Vancouver. Jantar ao som de boa conversa e planetarium… Pink Floyd e lasers!!! No dia seguinte uma nova trilha de bicicleta e uma festa de aniversario com excelente banda ao vivo e que acabou numa casa diferente da que comecou. Uma festa que terminou com os caras do Paperboys tocando com os mais talentosos ze-ninguens enquanto ze-ninguens como eu, cantavam ferozmente a cada letra de cada musica. No sonolento dia seguinte, fui presenteada com um voo surpresa pela regiao que moro. Um voo num aviaozinho soh pra suas pessoas…

As vezes imagens falam mais que palavras e, outras vezes, as palavras tem preguica de tentar dar a intensidade dos momentos. Aqui vao algumas evidencias:

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Countdown!

Destacado

Ahh! Escrevi infinitos textos em minha cabeca durante o dia e eram cheio de poesias e reflexoes e ideias… mas eu nao tenho a menor vontade de compartilha-los. Soh vou lhes deixar com uma coisa bem simples: faltam apenas 10 dias.

Esta jornada transformou-se tantas vezes que eh quase inacreditavel seu fim, ou comeco, dependendo do ponto de vista.

10…

Self boycott, tetris and the whole wide world

Destacado

Tornando-me uma excelente jogadora do Tetris da Vida. Não foi (ou está sendo) um dia necessariamente feliz ou triste ou que vou me lembrar por muitos anos, mas um dia útil de riscar infinitos itens de infinitas listas não escritas. Um dia to get on with.

Um dia ensolarado (e o primeiro dia quentinho do ano) que eu boicotei em favor do progresso. Não, não progresso… em favor do futuro. Em favor do desconhecido. Em favor do que não está ou é porque é muito mais interessante do que o que aqui já(z) é.

O mundo inteiro pela frente e um labirinto na minha cabeça.

Madness, chaos and random pieces of paper

Destacado

Sei que poderia fazer tudo num dia soh, mas o prazer de fazer as coisas aos poucos eh que me sinto progredindo todos os dias (ajuda a conter a ansiedade). Permite-me saborear cada descoberta de recibos ou de uma carta a muito esquecida (uma que eu nao mandei)…

Ahhhh, o prazer de estar no conforto da propria mente e ter hora marcada pra esquecer-se em si.

Boxes and suitcases

Destacado

Poderia escrever um texto por dia nas proximas semanas e poderia ter escrito na ultima semana. Os pensamentos sao diversos e cheios de certezas incertas. As acoes sao constantes e o humor flutua numa montanha-russa com subidas rapidas e intensas e descidas vagarosas e torturantes. Coisas tao pequeninas essas que me alegram e ainda mais diminutas as que me tormetam…

‘E tudo tempor’ario!

Coincidencias estranhas… todas as coisas  que foram admiradas sem nenhuma inveja ou ambicao sao `a mim entregues como se sempre tivessem me pertencido. ‘E estranho como um deja-vu. Sera’ que de alguma forma, uma parte de mim sabia o rumo que as coisas iriam tomar?! Ou sera’ que tenho mesmo essa sorte?! E como lidar com a gratidao?!

43cm later… I ‘ll be leaving her behind.

Landmark

Destacado

Sabe quando voce pede informacoes sobre um caminho e alguem lhe diz alguma coisa como ” Vai reto ate voce ver uma placa amarela, dai vira `a esquerda” … e voce anda, anda, anda… e comeca a pensar que lhe falaram a cor errada e fica tentado a virar na placa verde… mas continua reto, anda mais…. esquece pra onde esta indo… ateh que FINALMENTE ali, 100m a sua frente a tal placa amarela e a rua que vira `a esquerda! Que alegria! Que vontade de correr ateh la, ainda que nao seja a linha de chegada, apenas um marco no caminho, apenas a lembranca de que a linha de chegada existe.

…13 de maio, traga-me mudancas!

Good bye and thanks for all the fish.

Adele

Destacado

Ja postei alguma coisa da Adele aqui? Ou mencionei que sou viciada na voz dela?

Aproveitando uma manha vagarosa de pijamas ao som da voz dela…

Musica aleatoria… eu adoro o cd ” 19″  inteiro.

Charlie Chaplin… 122 anos de existencia. Ah, se a maquina do tempo existisse… eu lhe dava um abraco e lhe agradeceria!

Saturday shift

Destacado

” A moral eh tambem um questao de tempo”

Mais um dia de trabalho morto no sex shop.

…Anestesiada. Eh assim que me sinto quando olho as infinitas pinturas e fotos artisticas espalhadas pela parede em pseudo bom gosto. Indiferente as milhares de confidencias que ouco sem voluntariar-me pra ouvir. .. A minha tarefa de hoje era gerar conteudo para twitter feeds e blog posts. Posso sempre me esconder atras do veu “eh minha segunda lingua” e procrastinar a tarefa… sexo nunca foi um mercado prim, entao ao inves de tentar vender produtos pelas ferramentas virtuais, prefiro promover informacao e informacao e conhecimento nao sao coisas adquiridas de um minuto pra outro e assim prontos pra passar adiante. Demora, exige pesquisa, nao sabe de quantidades…

O dia la fora segue azul e aqui dentro o cafe eh amargo. Nao me entendam errado… eu gosto dos meus ocasionais “bicos” aqui. Eh uma situacao social tao estranha e desconfortavel que faz voce sentir que se voce conseguir lidar com alguem aqui, consegue lidar com qualquer umem qualquer lugar. Tambem eh um excelente laboratorio pra observacao d expressao corporal…….mas o sol brilha la fora e eu ja nao quero estar dentro de lugar algum, olhando pra tela nenhuma.

So long.

Desobediência

Destacado

Os ritmos são diferentes; dos passos de dança, do pedalar da bicicleta, do viver O-Que-Quer-Que-Seja. Mudou-se o peso, alterou-se a gravidade das coisas. As Leis Essenciais – que assim foram chamadas por um alguém qualquer – já deixaram de ser. Liberdade presa numa cela de papel, pintada com giz de cera. A brisa soprando lá fora, estremecendo estruturas precárias e desnecessárias, imaginadas por uma mente infeliz e cheia de impossibilidades.

Um pedaço de madeira estala sob meus pés, calçados em sapatos que não me levaram onde eu queria ir; que descartáveis, serão clandestinamente guardados em alguma gaveta obscura da memória para só sairem submetidos à hipnose. O barulho desperta um senso de euforia antes desconhecido. E o reconhecimento do desconhecido (por paradoxo que seja) obriga-me à pausa e contemplação. O momento passa e tudo continua indenpendentemente das minhas pausas e sensações, independente das minhas epifanias, que verdadeiramente, se seguissem o real sentido da palavra seria sempre usada no singular.

Os ritmos são diferentes mas nada mudou. Não lá fora.

Eu não espero. Eu respiro, vivo, pauso, penso, contemplo, continuo. Nunca a esperar, sempre a esperar, sempre a passar.

Tomorrow will take it away…

Destacado

“Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards’ songs will remain
Tomorrow will take it away
The fear of today
It will be gone”

In my night walk, I was watching the Alpineglow in a puddle left as a remembrance of the almost-ever-present rain. The humidity flowing deep and down my lungs until I finally broke down in a laugh. A lonely and true laugh. Laughing with myself, laughing of myself. Why was I looking down, to a limited upside down reflex? When to see the imensity of it all, all I had to do was to bring my eyes up; have my chin leved with the floor. My natural position.

Environmentally Friendly

Destacado

 Sempre me pego a pensar em opções mais sustentáveis, mas tudo é tão intrincado que acabo apenas com dúvidas sem fim e, se pensar muito, com consciência pesada simplesmente por existir (atenção, isso é uma hipérbole!). Por exemplo, aqui em BC, as pessoas são (ou tentam ser) muito conscientes à respeito dos produtos, especialmente de limpeza, que usam. Esteja certo que qualquer coisa que disser “enviromentally friendly” na embalagem e tiver um tema “verde” e “hippie” vai vender mais, mas quem é que realmente sabe o que faz um detergente menos poluente que o outro? Eu estudei química (técnico) e, embora não seja nada brilhante nessa área, sei, ou compreendo, mais do assunto do que a média da população daqui ou do Brasil; entretanto, não sei essa resposta. Mas essa é só uma das “dúvidas de principiante”, porque se você for aprofundar-se no assunto, vai ter que pensar na embalagem, não só qual o seu material, mas como e por quem foi feita. Vai ter que entender o processo de fabricação da embalagem e como os funcionários daquela indústria chegaram ao seu local de trabalho. Teria que entender como a embalagem chegou a fábrica de detergente, bem como todos os ingredientes para fabricá-lo e o impacto social dessas fábricas nas regiões que se localizam. Daí, para ser justo, deveria-se fazer o mesmo pra pelo menos mais três ou quatro marcas diferentes para ter um comparativo e aí então poder determinar qual o mais “enviromentally friendly”.

 Claro que o detergente foi só mais um exemplo. …Preciso comprar sapatos e não consigo. Não sei de onde vieram, do que são feitos, quem os fez, onde fizeram. Não sei a energia consumida, não compreendo sua decomposição…

Ciente da minha ignorância, acho razoável enquanto tento aprender sobre outras coisas, tentar sempre que possível comprar vegetais (e qualquer coisa mesmo) produzidos localmente ou com aquele simbolozinho de “fair trade”, embora eu não realmente acredite nele.

A verdade é que 24 anos é um tempo muito curto pra ter opiniões formadas sobre a capacidade de mudar do ser humano, mas ando pessimista. Sigo, o mais ecologicamente correta o possível, dentro do que acredito ser correto e possível, mas esses são conceitos debatíveis.

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Esse template não põe data nos meus posts. Isso é um pouco irritante, não?!

Brackendale, 06 de fevereiro de 2011.

More excuses…and a bit of an update

Destacado

Tenho considerado  os meus porques. Por que nao consigo sentar e escrever? E, por que, sinto falta de escrever, e quando tento, nao sai? Por que tenho um blog se tenho mais rascunhos guardados do que posts? Talvez devesse ter um caderno pessoal com todas as coisas que realmente quero expressar… e um blog pra vez ou outra expressar o que quero dividir. Ou ainda, blog nenhum.

As vezes parece que eh um bloqueio linguistico… eu nunca falo portugues e me sinto estranha quando escrevo. Nao sei as palavras corretas e parece uma traducao da Martins Fontes*. “Escreva ingles” diriam meus queridos, mas me faltam palavras e verbos e entendimentos.

Estou num momento de recusa a palavra escrita e tenho 5 noites da semana ocupadas. Pra quem nao sabe, eu trabalho 10h por dia (teoricamente) por 4 dias da semana. Isso significa 7:30-17:30, correr pra a atividade noturna, voltar jantar, tomar banho, ler e dormir e/ou lavar roupa. Claro que isso sao minhas escolha, mas cansa e ocupa tempo.2 noites da semana treinando na bicicleta (indoors) com dois treinadores diferentes, um dia da semana fazendo yoga (nao, nao eh relaxante, mas eh eficiente) e 2 dias da semana trabalhando numa producao de teatro amador (sou responsavel pela iluminacao).

Estou numa fase em que decidi ler um livro besta. Acontece que era bem escrito…e ao inves de aliviar a minha cabeca, fez me ler 385 paginas so pra ver o personagem principal assassinado (pelo autor) numa fatalidade, num acidente bobo, num dia de semana. “Then *** **** (name of the charecter) dies, and everything that she thought or felt vanishes and is gone forever.”  Nao poderia ser mais verossimel e …e… grrrr! E o livro ainda lhe forca a ler mais 4 capitulos da dor do outro personagem e outras banalidades. Thank you very much! xP

Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa……………………………………….numa fase onde nao tenho funcionado  ao tentar me expressar atraves da palavra escrita.

Ansiosa pela visita do meu primo, que eh o dia em que, finalmente, meus mundos coincidem.

Ate breve.

Great expectations

Destacado

“We spent as much money as we could and got as little for it as people could make up their minds to give us. We were always more or less miserable, and most of our acquaintance were in the same condition. There was a gay fiction among us that we were constantly enjoying ourselves, and a skeleton truth that we never did. To the best of my belief, our case was in the last aspect a rather common one.”

Charles Dickens, Great Expectations.

Das janelas

Destacado

(sem acentos)

…da sala:

Sempre-verde e coniferas, telhado branco, carros bracos, rua branca. Tudo coberto de inconveniente e bela neve. Aguias e pintura abstrata com tons leves de marrom e branco, branco, branco!  Um Blue J confuso e cachorros passeando. Pessoas… Pessoas correndo, pessoas “varrendo” a neve, pessoas andando, pessoas conversando, pessoas empurrando pessoinhas. Pessoas tomando cafe, pessoas sorrindo.  Telhados , chamines ativas, mais coniferas, montanhas e o ceu. Ah, o ceu! Tons de azul claro, rosa e… hm…branco.

Oh, the places you’ll go!

Destacado

“You can get so confused
that you’ll start in to race
down long and wiggled roads at a break-necking pace
and grind on for miles across weirdish wild space,
headed, I fear, toward a most usless place

The Waiting Place…

…for people just waiting.

Waiting for a train to go
or a bus to come, or a plane to go
or the mail to come, or the rain to go
or the phone to ring, or the snow to snow
or waiting around for a Yes or a No
or waiting for their hair to grow.
Everyone is just waiting.

Waiting for the fish to bite
or waiting for wind to fly a kite
or waiting around for Friday night
or waiting, perhaps, for their uncle Jake
or a pot to boil, or a Better Break
or a string of pearls, or a pair of pants
or a wig with curls, or Another Chance.
Everyone is just waiting.

NO!
That’s not for you!

Somehow you’ll escape
all that waiting and staying.
You’ll find the bright places
where boom bands are playing.”

“Out there things can happen
and frequently do
to people as brainy
and footsy as you.

And when things start to happen,
don’t worry. Don’t stew.
Just go right along.
You’ll start happening too.”

(Dr. Seuss – Oh, the places you’ll go!) – Fora de ordem.

Get up, stand up.

Destacado

It’s all about the mindset.  I read in more books that I’d have liked that humans are not long term planners; at least, not by nature. In my readings, it was suggested that our stubborness to achieve long-term goals is the main reason for our constant frustration and mood swings. They suggested that we change our mind so many times that would be pratically impossible to be true to ourselves following plans and goals.

I believe it’s all about the mindset.  Yes, I believe in planning and in long-term goals, but they are not extended into the unknown. Because for me that’s not planning, that’s dreaming. For example, if I decide that I want to buy something X or to do Y, I don’t let those things hanging. I give them a “dead line” and if when I get there I haven’t , for some reason, been able to accomplish, I re-assess  the situation: my mind, the needs, the wills, the new plans and then I move on to complete or not the goal, with a new dead line.  I also firmly believe that humans can tolerate almost anything depending on the mindset. This particular mindset to tolerate the intolerable is based in will, purpose and time. We need to know WHY (purpose) we should tolerate (it’s usually based in reward in the end), we should know until WHEN (time) and we definitely knowing the two of them have to DECIDE (it’s a counscious proccess) to put our will into doing it. If we do not know when and if the situation will end, although we might have will and purpose, we might not be able to tolerate it.  None of these items (purpose, will and time) can’t be missing or it messes up the mindset.

With that said, I believe that the reason of our constant frustration is not knowing how to set our minds for what is happening. Or  not even understanding that we have the control over all our buttons. 

I’ve been as upset as I can’t even describe. Very likely as upset as I have ever been. I went through  almost all the phases of grief, and I shouldn’t need to. In my sadness I didn’t realize that the only thing that was wrong was my mindset. I should’ve known better. Growing, learning. Growing pains of the mind, just like the ones of the body.  Besides of how to access all my buttons to set my mind right, I also learnt that you gotta believe what is in front of you. After reading so many books about survivals, or not, (holocaust, wild adventures, war children, civil war, etc), I can’t believe I couldn’t see the most obvious lesson that even a zombie movie would give: YOU GOTTA BELIEVE IN WHAT’S HAPPENING and act right away!

It’s all about the mindset.

Despretensões

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As pessoas desconhecidas de que mais admiro as idéias, concordam que não há, necessariamente, virtude na pobreza. Que pobreza não os fez honrados ou sábios. Eles também não encontraram, necessariamente, conforto na riqueza.  Parece-me que os dois chegam a conclusão simples que muitos de nós achamos que encontramos, mas que não conseguimos viver pela palavra que é nossa única resposta e conforto: SIMPLICIDADE.

Enquanto eu, debato-me e reviro-me em meu cérebro pra promover – sem quebrar nenhuma regra – as quatro necessidades básicas da vida, deparo-me com essa palavra (simplicidade) de novo e de novo e de novo. Deparo-me também com meus senso de liberdade.  … (Difícil preencher o espaço dessas reticências, uma vez que o pensamento é verdadeiramente incompleto)

A verdade é que nunca me senti tão enganada (em níveis muito pessoais e particulares) por um governo. Claramente, os papéis e eu têm uma visão diferente sobre o tempo que difere em aproximadamente 730 dias.

  THE PRETENSIONS OF POVERTY

 Thou dost presume too much, poor needy wretch,
 To claim a station in the firmament
 Because thy humble cottage, or thy tub,
 Nurses some lazy or pedantic virtue
 In the cheap sunshine or by shady springs,
 With roots and pot-herbs; where thy right hand,
 Tearing those humane passions from the mind,
 Upon whose stocks fair blooming virtues flourish,
 Degradeth nature, and benumbeth sense,
 And, Gorgon-like, turns active men to stone.
 We not require the dull society
 Of your necessitated temperance,
 Or that unnatural stupidity
 That knows nor joy nor sorrow; nor your forc’d
 Falsely exalted passive fortitude
 Above the active. This low abject brood,
 That fix their seats in mediocrity,
 Become your servile minds; but we advance
 Such virtues only as admit excess,
 Brave, bounteous acts, regal magnificence,
 All-seeing prudence, magnanimity
 That knows no bound, and that heroic virtue
 But patterns only, such as Hercules,
 Achilles, Theseus. Back to thy loath’d cell;
 And when thou seest the new enlightened sphere.
 Study to know but what those worthies were.

(Thomas Carew)

A man is rich in proportion to the number of things he can afford to let alone.” – Thoreau

All that is here are humans

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“…What I have come to realize as the root of it all, however, is the fundamental indifference of the world community to the plight of seven to eight million black Africans in a tiny country that had no strategic or resource value to any world power. An overpopulated little country that turned in on itself and destroyed its own people, as the world watched and yet could not manage to find the political will to intervene. Engraved still in my brain is the judgment of a small group of bureaucrats who came to “asses” the situation in the first weeks of the genocide: ‘We will recommend to our government not to intervene as the risks are high and all that is here are humans.’ ”

LGen. Romeo Dallaire – Shake Hands With The Devil, p. 6.

Being busy… – Update

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Update, just for the heck of it.

“With one big step and one deep breath, I move a little bit closer. I move a little bit closer…”

I am reading Water for Elephants, it was gift from Lisa and Ian. So far, so good. I have no opinions on it yet.  It has a silly premise.

Still listening to a lot of Charlie Winston, Muse, Coheed and Cambria (going to watch them on the 18th) and some Corb Lund.  All mixed up with some good Queen and others.

My (immigration) paperwork is 97% done. Taking longer than it supposed to. It’s okay though, it’s been  assuring me of its quality.

Tomorrow is Thanksgiving dinner. I cannot even list  all my reasons to be thankful. This year has been amazing! It feels very, very long. One of those that  feels like you lived 5 years in 1.

Ayla called me today and every time I talk to her now it’s like if it was the first time I ever did. She changes so fast and I really love being able to, at the very least, watch her grow.  I am trying to build a solid path that she can follow, should she choose to.

Going to eat strawberries and read more. I’ll write more another time. I’m not thinking clearly.

Crossroads of Reality

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Noite passada, dormindo satisfeita depois de ter jogado basquete, sonhei que escrevia. Engracada sao as assimilacoes do nosso cerebro – porque as duas atividades por nao terem nenhuma relacao especifica no mundo exterior ao meu, sao tao intrinsicamente ligadas no meu mundo, nao por serem valvulas de escape, mas por serem vitais ao saudavel organismo Talita.  No meu sonho, escrevia sobre meus medos e politica. Da minha atual abstinencia de opiniao politica, exceto por um sentimento pessimista e apocaliptico de que esta(h) tudo perdido. Os meus medos, entretanto, nao derivam de nenhum governo em si, mas da politicagem social e do total esquecimento do mundo real; devem saber os mais proximos a mim que a vida que tenho vivido nao so nao me pertence, como tambem nao pertence a ninguem. Por mais que isso parece um paradoxo, o que estou a tentar explicar eh que a minha realidade nos ultimos dois anos tem sido quase que completamente desligada da realidade coletiva. Porque tenho vivido um padrao de vida que nunca pertenceu ao meus padroes  e que nao vai pertencer num futuro proximo. Desde a escolha da manteiga ate onde voce quiser esticar o conceito… E por mais que eu tente, eu nao consigo entender como foi a vida antes disso, pra ser completamente sincera, sinto como se fossem duas vidas diferentes…e, de alguma forma, estou para atirar-me no entre-meio delas ou ainda, numa terceira vida.

O correio atrasa as noticias e soh me traz passado.

Este eh o ano internacional da biodiversidade (UN). 2008 foi o ano da batata.

Terrorismos

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(Sem acentos)

Eu nao pesquisei, mas posso afirmar com certa seguranca de que “terrorismo” foi uma palavras mais usadas da ultima decada. (No topo da lista juntamente com ” eu” ,” quero”, ” preciso”,” dinheiro”, “tempo” e “nao”.) E, mesmo sendo tao usada, essa palavra ainda parece-me vaga de significado. Procurei no dicionario e me surpreendi enormemente ao ver que terrorismo eh UMA FORMA DE GOVERNO. Que definicao absurda essa me pareceu. … Pensando em meu particular entendimento do termo, eu nao vejo NENHUM sistema de governo que nao seja terrorista e olha que nem vim aqui pra falar de politica, vim falar de opressao. De  como moldamos nosso mundo em volta de ideias opressoras e “apequenadoras” . Vim apontar meus dedos nos terrorismos do dia-a-dia que toleramos porque… ahn… porque nao sabemos se temos a opcao de nao tolera-los!

O terrorismo do plano de saude, por exemplo. Ou do seguro funerario. Fazendo dinheiro no seu medo de adoecer e mais que isso, no seu medo de fazer dividas. O terrorismo do SPC, ou ainda o terrorismo do ceu e do inferno. O terrorismo da conta bancaria (ja reparou como somos obrigados a ter uma) ou do telefone/internet/meio de comunicacao. O terrorismo dos nossos empregos sempre em risco e o terrorismo que sao todas as chantagens que toleramos mascaradas como o que eh bom (ou certo) pra nos, como a unica verdade…  Vim aqui apontar meus dedos nos nossos medos. Medos diarios, vaos. Vivemos oprimidos pelo nosso medo de NAO TER.

O medo aprisiona.

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“As a child with ocean eyes I smiled
At a world existing just for me ;
Without boxes, borders or boundaries
I built dreams ;
But like plastic building blocks
They were knocked down to the ground
I grew up
To a world of compromise
Analising what it means to dream

I don’t really wanna understand
Everything in my world
It spoils the fun for me
Come on darling you can take my hand
Blowing kisses in the wind
We’ll fly away in our dreams
From the boxes they’ll put us in

Who shall we propose to be ?
Who am I supposed to be ?
With these empty building blocks
I could make a thousand me’s

I don’t really wanna understand
Everything in my world
It spoils the fun for me
Come on darling you can take my hand
Blowing kisses in the wind
We’ll fly away in our dreams
From the boxes they’ll put us in

And I’m told we all fit in
But why should I belong to one thing ?
Who shall we propose to be ?
Who I am supposed to be ?

With these plastic building blocks
I could make a thousand me’s

I don’t really wanna understand
Everything in my world
It spoils the fun for me
Come on darling you can take my hand
Blowing kisses in the wind
We’ll fly away in our dreams
From the boxes they’ll put us in”

(Charlie Winston – Boxes)

Just how I feel today…

BIG!!! BIGBADABOOM!!!!

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Não se pode negar-se o direito de ter medo ou ansiedade e o vital direito de parar e lidar com as situações de dentro pra fora. Porque, afinal, a vida acontece de dentro pra fora e ela transborda você.

Uma bobagem danada transbordou-me de tal forma (comigo mesma) que transformou-se em raiva/frustração/tristeza/alguma-outra-coisa-sem-nome, desnecessariamente.

Ok, lição relembrada.

Next.

Rough Math

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Eu vivi 8790 dias, morei em 7 casas (desde que me lembro). Comecei a trabalhar faz 2423 dias; neste periodo, cerca de 15 empregos diferentes.  Quando nasci havia quase 6bi de pessoas no mundo, agora cerca de 6,859,500,000.

Minhas semanas atuais sao 1/3 trabalhando, 1/3 dormindo e 1/3 vivendo.

Que meus proximos 24 anos sejam bem diferentes desses.

Less is more.

O que me transborda…

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(sem acentos)

Pessoas que me conhecem bem sabem que, embora eu tenha sido bem chorona quando crianca (eu nao suportava gritos, sempre me faziam chorar), eu raramente choro hoje em dia. Nem muito feliz, nem muito triste me faz chorar… Nao eh por nada, nao forco, simplesmente nao acontece.

Hoje, entre outras tarefas, minha chefe pediu que eu desse uma olhada nos sites e agencias de baba pra dar-lhe a minha perspectiva. Estamos a procura de quem entrara em meu lugar e estou mais do que disposta a ajudar. Olhando o perfil de candidata(o)s `a baba, sua nacionalidade, expectativa, o jeito de se expressar e anseios, lagrimas comecaram a escorrer no meu rosto na frente do computador.  Pessoas do Quenia, Georgia, Ukrania, Filipinas, Mexico, Brasil, Bosnia, entre outros… Mal consigo expressar aqui o porque… eh uma mistura de historia e cultura. Eh uma mistura de frustracao e fracasso e alivio e liberdade. Eh o reflexo das sociedades.

Eh o pau, eh a pedra, e nesse caso, eh o comeco do caminho.

Metamorfoses

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Finalmente começo a me sentir um pouco mais confortável.  Depois de quase dois anos sentindo como se fosse um bebê na pele de adulto, começo a descobrir a mim mesma. Sei que vou e espero, sentir-me de novo tão indefesa e ignorante/inexperiente, mas a interrupção, ainda que momentânea, dessa sensação traz alívio.

Descubro outros ângulos da cidade onde moro. Exploro outros arbustos por causa do novo meio de transporte. Não vejo mais a mesma pintura. Vejo também o que o artista não retratou. 

“Non dvcor, dvco. ” Pode parecer besteira, mas viver em São Paulo por tanto tempo colocou o seu lema embaixo da minha pele e no topo da minha cabeça.  Da forma mais literal que se possa entender, eu não gosto de seguir ninguém. Incomoda-me de formas tão irracionais que nem sei explicar.  Claro que, estou tentando chegar à um equilíbrio, porque não acho que isso seja um defeito necessariamente, mas meus instintos irracionais não podem dominar o curso das minhas ações, não sem que eu me pergunte “por quê?”.

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Mais dois amigos despedem-se hoje da minha vida diária. Não, não me acostumei.