Tired of Bullshit!

•janeiro 14, 2010 • 2 Comentários

Só o caos salva! Sem caos não há revolução…
O desastre natural que aconteceu no Haiti fez com que diversas pessoas viessem conversar comigo sobre política essa semana. Por algum motivo acham que tenho um interesse extraordinário em política, desculpe decepcioná-los mas não tenho. Meu interesse não passa do que eu considero deveria ser o normal. É interesse pelo que está acontecendo ao meu redor e é culpa/mérito de quem. Claro, que essa mera e pequena curiosidade, acaba a levar-me a um entendimento um pouquinho mais claro no meio dessa ignorante escuridão de palavras difíceis, jargões e academicismos de toda sorte. De qualquer forma, isso também acaba levando alguns ao – aparentemente – fácil engano de que eles devem expressar sua opinião a mim, como se isso fosse fazer alguma diferença.
Nosso primeiro país independente latino-americano vêm afundado em miséria, desgovernança e uma série de outros problemas quase desde o início. Será que ilustra dizer que tornou-se um país independente depois de uma rebelião escravista?! Será que ajuda a ilustrar dizer que já teve que recorrer a ajuda militar de outros países diversas vezes, já teve ditadores, já sofreu mortal discriminação de seus vizinhos e tem missões de paz de diversos países para “reconstrução da democracia”. Claro, que para brasileiros é simples dizer “eu já sabia”, uma vez que nossas tropas estão no Haiti desde 1999, e lideramos a tal “missão de paz” (seja-lá-o-que-isso-quer-dizer) desde 2004. (Até o Caetano Veloso compôs a música “Haiti” em 1993!) Mas será que em outras partes do mundo se fala de Haiti? No Brasil, sabemos porque nossas tropas não vão pra muitos lugares, mas em países onde as tropas estão em mais lugares do seus cidadãos podem imaginar – considerando que as pessoas são igualmente desinteressadas em todos os lugares – , será que se ouve falar de Haiti? Será que se ouve falar de Quenia? Será que as pessoas sequer sabem onde esses países ficam? Hm…
Nesta semana, entretanto, essa foi a conversa nas mesas de bar ou da cafeteria. Passou por e-mail, orkut, facebook, msn, twitter… No Brasil, no Canada, no Eua, na Alemanha, no Japão…Pessoas expressaram a sua tristeza pelo que aconteceu, seu interesse, sua vontade de ajudar. Pessoas expressaram sua humanidade… (atrasados, mas não tarde demais!) O que aconteceu no Haiti é mais uma (sem querer redundante mas já sendo) repetição da lama que nos afundamos. Pagamos com vidas o preço do desinteresse, da desatenção, da banalidade que nos parece a desigualdade e a corrupção. Desastres naturais podem muitas vezes ser previstos, aparentemente não desta vez, mas o que a natureza fez pelo Haiti enquanto tirou tantas vidas, foi voltar os olhos do mundo para ele. Uma pena que tenha que ser assim…

Aliás, você se lembra dos últimos tsunamis? O mundo todo abalou-se e contorceu-se de PENA, mas… como é que estão esses países hoje? Quais eram mesmo?…

Primeiro/first

•setembro 14, 2009 • 4 Comentários

Não gosto do nome desse blog. Já de cara uma reclamação… Não estou particularmente criativa hoje, então por enquanto fica esse nome até eu pensar em algo melhor.

Fiquei chateada quando percebi que perdi o domínio do chihiro.blogger. Penso em assinar a globo só por um mês, pra terminar de tirar todos os meus arquivos de lá… 

Escreverei mais, muito mais em breve.  Estou em horas de trabalho agora.

Cegueiras, chances, urgências…

•setembro 15, 2009 • Deixe um comentário

Foi urgente, urgentíssimo, assim como esse blog. Comprei MAIS UM caderno pra qualquer coisa. O mais baratinho, é verdade. Só precisava escrever e tinha que ser naquele instante. Estaria eu me tornando uma pessoa imediatista? Será que sempre fui?

É provável que esse blog comece com textos cortados e quebrados. Porque assim são/estão/foram os pensamentos que os causaram.
__

Outro dia, já deve fazer quase um mês, eu estava viajando – não me lembro bem onde ou tão pouco sei se era carona de estranho ou conhecido -, vi uma cena que marcou-me tanto, mesmo naquela pequena fração de segundos do carro em movimento na estrada, que ainda penso nela. Vi uma mulher parada em frente a uma placa de uma igreja qualquer. Uma cena normal, não fosse a placa estar em branco…
Cocei meu olhos e olhei mais uma vez perguntando-me em silêncio nos olhos de quem estava a cegueira. Claro, aquela mulher poderia estar ali por qualquer motivo, mas valho-me da conveniência de propor (inventar) uma realidade e, na minha realidade, ela está a inventar a dela.
__

Tenho sentido saudades de pessoas. Ou melhor, para ser sincera (precisa), da maioria das pessoas sinto mais nostalgia do que saudade. Isso porque sei que não é possível sermos o que éramos e, o que sinto, é saudade do conforto desses tempos; chamo isso de Nostalgia.Há pessoas que não importa o que são o que eles são agora ou mesmo como as coisas serão, parece que sempre será familiar e confortável e, de alguma forma, quase metafísica (porque eu não sei a explicação), eu sei. Seja lá como for essa saudade nostágica chegou a atrapalhar-me. Não, não me sinto só e nem me senti, mas tive problemas para enxergar a minha “sorte” (privilégio).
Discutia minhas (im)possibilidades (?) com um amigo nascido aqui. Ele enxerga o mundo de uma forma que eu não esperava para uma pessoa nascida com “sorte” (privilégio), e me disse: “Vocë sabe que é totalmente possível (realizável), não sabe?!” Não, eu não sabia, mas disse que sim, porque soube naquele instante. Se eu acreditasse que ele era cego para as impossibilidades da vida, automaticamente teria que considerar-me cega para o que é possível e está diante de mim. Nós dois enxergamos, mesmo que as chances (possíveis ou não) fujam à nossa compreensão.

Tempo e ciência de si

•setembro 15, 2009 • 1 Comentário

Engraçado. Logo após escrever um post sobre saudade e nostalgia, reparei que o relógio desse blog (que não aparece mais porque eu mudei o layout) estava, por algum motivo, no horário do Brasil. E não é a distância (e por consequência a falta) apenas uma variação de tempo?

 __

Ouço o trem passar com clareza, mesmo que, fisicamente, ao longe.

__

Desde que comecei a praticar mountain biking, tenho ouvido muitos conselhos de como se reagir na floresta. No final, todas as pessoas, que falam porque não conseguem selar os lábios, concluem “siga seus instintos”. Quais são os nossos instintos? Conseguimos mesmo diferenciá-los em meio as correntes de pensamentos e substâncias químicas? Quando alerto a Teagan (2 anos de idade) sobre algum “perigo”, enquanto ela anda com sua bicicleta sem pedais pela calma rua, a primeira reação dela é parar, mesmo que eu a tenha mandando correr. Eu explico, insisto, que ela precisa se mover e, ela, que confia em mim, continua parada até que o perigo passe ou diminua. Por que isso? Qual é o instinto? O bicho humano não poderia estar mais perdido na imensa floresta do “ser”.

…porque é impossível ser-se plenamente quando se tem consciência de que se é.

Astronauta de fechaduras

•setembro 22, 2009 • 4 Comentários

O que é necessário além daquilo que é fisiológico?

Até que ponto nossos sentimentos e “necessidades” não são fisiológicos?

Como saber se o fisiológico não é também inventado (como todo o resto)?

Deveríamos nós suprir nossas “necessidades” inventadas?

Onde é a fronteira entre querer e precisar?

Qual é a diferença entre necessidade psicológica, física ou material?

Como é que se decide qual ”necessidade” é prioritária?

Existe alguma diferença na satisfação de suprir ‘necessidades” inventadas ou não?

Seria a satisfação uma “necessidade” maior do que qualquer outra?

Querer e satisfazer são opostos?

Pergunto-me da minha necessidade em esclarecer-me estas questões e parece-me importante (e impossível) para satisfazer todo o “resto”.

A arte de ter prazer

•setembro 25, 2009 • 1 Comentário

Dessa vez não eram fantasmas de barcos negreiros, não eram soldados em uniformes pomposos latindo ordem em línguas desconhecidas, não era o fim do mundo em sua onda de calor, não era sequer a impaciência por ter a pele da mão desidratada ardendo. Dessa vez, ao lavar a louça estava totalmente absorta na tarefa e não pensava em mais nada. É verdade, estava ali, água, mão, sabão, esponja…quinze anos atrás. Gostava de estar ali, gostava da tarefa e a executava com prazer e muita espuma. Além, é claro, do máximo de atenção que conseguia (o que não era muito) pra não deixar a louça escorregar das mãos. Era quase tudo de vidro transparente: os pratos, os copos, as saladeiras. Sua mãe, provavelmente, ganhara tudo aquilo no seu enxoval de casamento, uns quatorze anos antes daquela noite em particular. A água, sempre fria, escorregando pelos dedinhos destrambelhados e cheios de colóides, refrescava. Mas a sua parte preferida mesmo era ver as gotículas de água escorrerem do vidro depois de lavado. Se não escorressem com perfeição – rápida e fluidamente, sem intervalos -, não era bom o suficiente e seria re-lavado.
Quinze anos depois, todos os pratos já foram quebrados, os copos já voaram de janelas e a saladeira é a única que permanece. A saladeira e a lembrança que invadiu a cabeça tão vividamente, a ponto de acreditar-se que era o mesmo dia. A ponto de confundir-se. Quando finalmente percebeu o que era o passado e o que era o presente, não sentiu medo do truque que sua mente a pregou. Não, ficou feliz. Ficou mais leve. Tornou-se mais jovem. Tornou-se mais ela mesma.
Lavou de novo o copo de vidro.

Within

•setembro 29, 2009 • 1 Comentário

Slavery, starvation, survival, futility of life, racism, human decadence and sugar. Matters that affect me even when I close my eyes to sleep or sit in the privacy of the almighty porcelain.
I don’t look for it, it comes to me. It doesn’t fill my eyes when I look around, just because I don’t want to. Like everybody else, I have tried to ignore, to pretend it’s not there. It’s everywhere, but I look through it. But it fills my mind in the daylight, it screams for me WHAT ARE GOING TO DO? WHAT ARE GOING TO DO? And mumbling ashamed, I answer: I don’t know.

•outubro 5, 2009 • Deixe um comentário

Não tenho exata noção de pra onde é que vou, mas sei que agora estou no meu caminho. E eu não quero nada do que era antes…

Deixei impressões estranhas e erradas. Consenti com planos que não pertenciam-me, acatei idéias, discuti possibilidades, mas não. Nada do que parecia ser uma vida pra mim; não ouvi ninguém. Nem as vozes gritando lá dentro.  Enganei-me.  Quis, quis com toda força que encontrei e  com toda força que inventei. …

Não. Agora não.

Agora sigo só, agora planejo só, agora conquisto só.

E é assim que deve ser. Sê completo em si primeiro.

Aliteração

•outubro 15, 2009 • 2 Comentários

Perdão, Leah.

Essa semana está sendo um teste à paciência.

Leave the drama for your mama

•outubro 21, 2009 • Deixe um comentário

Cansada de servir à conveniência alheia como a asa de uma xícara que não voa.

Porque evita-se atritos e age-se, teoricamente, usando-se a razão, mas depois entende-se que a razão e o sentimentalismo são só partes da mesma coisa e que a lógica passa longe de tudo isso. Usar-se da paciência que não existe é um abuso das relativas “leis” da física! Além do mais, só se pode receber uma reação de mesma força e sentido oposto quando descobre-se qual sentido a ação efetuou-se.

Recusando-me a cobrar resultados de qualquer um que não senão de mim, faz com que eu assuma que cada um é suficientemente hábil para ser responsável por si, mas deuses(!), como é ridículo acreditar que as palavrinhas responsabilidade e caráter tem o mesmo sentido, peso, força e significados em todas traduções e interpretações.

Roubos na noite

•outubro 27, 2009 • Deixe um comentário

Tenho sonhado coisas estranhas, vez ou outra acordando com a minha própria voz que séria e serena, debate  um tema qualquer.  Minha noites, variam entre ser roubada e roubar.

Aqui dentro, tudo é uma Torre de Babel.

Cold War

•outubro 28, 2009 • Deixe um comentário

“We wise grown-ups often advise our children
‘Stop fighting, you will hurt each other,’
 then calmly proceed to annihilate one another.”

I am not fighting this war.
I am not playing this or any other games, as I was never before.
I am refusing to hurt more than it’s needed, or to be hurted.
I am not going to forget even fearing to be forgotten or misplaced,
I am not going to distrust myself or the past I believed in.

Simplify, says Thoreau!

•outubro 30, 2009 • Deixe um comentário

It always have amazed me that somehow the hidden pieces of this random puzzle can fit together. Of course, we’re not able to see, or notice, or believe at first, but it unmistakably does.

I’ve been looking for a way to put those words together to explain that misunderstood – even for me - feeling buried in me, unaware that Thoreau did it for me. I wrote before that the experiences are the writer’s fuel, and after that in so many other ways I’ve tried to express this and it was frequently mistaken as a poor excuse to justify impulsive behaviour, when it was indeed exactly what I’ve claimed before: fuel.

“How vain it is to sit down to write when you have not stood up to live.” -Henry David Thoreau

__

This is a really bad example, once that it ’s something so small and personal, but every time I stop to read him again, I feel like I am having an epiphany.

A linha estreita

•novembro 3, 2009 • Deixe um comentário

Finally balancing happiness and sadness inside me.  I want to be happy enough so I don’t become bitter and sad enough so I don’t become dumb.

Finalmente equilibrando a felicidade e a tristeza dentro de mim. Quero ser feliz o suficiente para não ser amarga e triste o suficiente para não ser burra.

Novembro

•novembro 8, 2009 • Deixe um comentário

Esse fim-de-semana (que começou na sexta) está sendo impressionantemente muito bom. Tão bom que faz com que eu me sinta sã como eu já não me sentia ha algum tempo.  Tudo começou com um pequeno pedaço de papel colorido que chegou pelo correio (nova permissão de trabalho/visto) e, depois disso, fluiu. Fluíram as minhas ações que uma atrás da outra colocaram tudo (seguro social, seguro de saúde, carta de motorista, impostos, banco) em dia.  E mais uma vez impressionei-me com o atendimento dos funcionários públicos canadenses. Bom dia e boa tarde, conversas e sorrisos. Serviço rápido e preciso. Demorou-me nem meia hora pra resolver três burocracias diferentes e, acredite ou não, foram trinta minutos extremamente agradáveis. Na verdade, o que fez com que demorasse “tanto” foi o fato de eu ter que ir num escritório diferente (ha uma quadra de distância), mas não achar o escritório. Andar duas vezes o mesmo quarteirão pra ver o que estava na frente dos meus olhos. Mesmo com a chuva, ao invés de enfurecer-me, achei graça.

Depois disso, faz com que eu me sinta bem resolver um problema que vem se arrastando pelo tempo da minha existência. Voltei a ver com clareza e, dessa vez, estou sendo literal (fui ao oftamologista que determinou o grau de imprecisão dos meus olhos e recomendou-me óculos, os quais já foram feitos). 

Além de tudo, minha cabeça fervilha com idéias e oportunidades que já estão se transformando em planos e projetos que começam a encaminhar-se não tão devagar quanto eu esperava.

Também fui à venda de livros na biblioteca. Eu adoro quando eles vendem livros. É ridiculamente barato e eu sei que o dinheiro e o espaço vão pra livros novos. Mesmo que não fosse tão barato, ainda seria um bom negócio. Comprei cerca de 9 livros por $2,75.  Entre eles dois dicionários, um de russo e o outro de francês. O meu antigo dicionário de francês eu acabei dando pra um menino do Quebec ano passado. Esse menino chegou aqui (em BC) 4 meses antes de mim. Fiquei um tempão sem vê-lo até que o basquete começou de novo e, pro meu espanto, o inglês dele não melhorou em nada. Uma tristeza! (Se alguém perguntar do meu francês digamos que ainda vai triste, mas ainda não decadente! :) )

Essa semana que passou também foi boa no quesito experimentações. Patinei no gelo pela primeira vez. Achei fácil, difícil é parar!  Os patins que aluguei tinham a lâmina com acabamento chato (quadrado), o que não ajuda muito na hora de inclinar pra parar, mas tudo bem, foi divertido e eu não matei ninguém. Ah sim, depois que o ringue fechou pra patinação, nem 10 minutos depois (depois de consertarem o gelo) dois times começaram a jogar Hockey. Eu que nunca vi e nem entendo nada, fiquei curiosa. Assisti o primeiro período (de 3) e ganhei explicações, daí fui tomar sorvete.

Mantendo-me ocupada. Olhando para frente, mas não me preocupando em prever o imprevisível.

Um post bobinho, porque eu achei que o blog estava precisando de uma dose de fatos. Além do mais, as coisas que fazem bem não são sempre grandiosas. Eu quero lembrar desses dias e é por isso que os registro aqui.

Até breve!

We seem to be defying the laws of gravity

•novembro 11, 2009 • Deixe um comentário

Here, is what we should never forget: there are NO EVIL. There are NO GOOD. There are NO HEROES. There are JUST MEN.

“Soldiers! Don’t give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you; who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel! Who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder. Don’t give yourselves to these unnatural men – machine men with machine minds and machine hearts! You are not machines, you are not cattle, you are men! You have the love of humanity in your hearts! You don’t hate! Only the unloved hate; the unloved and the unnatural. Soldiers! Don’t fight for slavery! Fight for liberty! In the seventeenth chapter of St. Luke, it is written that the kingdom of God is within man, not one man nor a group of men, but in all men! In you!” (The Jewish Barber in The  Great Dictator, by Charlie Chaplin, 1940.)

grav·i·ty (grv-t)
n.
1. Physics
a. The natural force of attraction exerted by a celestial body, such as Earth, upon objects at or near its surface, tending to draw them toward the center of the body.
b. The natural force of attraction between any two massive bodies, which is directly proportional to the product of their masses and inversely proportional to the square of the distance between them.
c. Gravitation.
2. Grave consequence; seriousness or importance: They are still quite unaware of the gravity of their problems.
3. Solemnity or dignity of manner.

A carta das perguntas – Parte 1

•novembro 18, 2009 • 1 Comentário

Recebi uma carta - já faz um bom tempo – onde só haviam perguntas. Pus me a responder uma por dia para mim mesma. As respostas provavelmente mudaram e mudarão novamente, mas decidi respondê-la por aqui, um pouco por dia. Permitam-me. Permitam-se.

1- Como funciona o olho?
Em resumo, o olho capta através de uma abertura o espectro de luz refletido por um objeto (por exemplo) e o transforma em impulso elétrico a ser interpretado pelo cérebro.

2-Qual é o sentido que temos mais aflorado?
O de dentro.

3-O que é dor?
É o sintoma do perigo.

4-Da onde se obtém o papel?
De fibras vegetais.

5-Quando começou a se vender água engarrafada?
Provavelmente logo depois que inventaram a garrafa.

6-O que é exótico?
Qualquer coisa que não é familiar.

7-Quando estamos em uma situação de risco?
Sempre.

8- O que é alienação?
É não saber que não se sabe.

9-De que forma a clonagem beneficia a sociedade?
A sociedade de forma geral, nenhuma.

10-A violência é algo que se aprende?
É algo que se aprimora.

11-Qual é a madeira mais cara?
Eucalipto. Quando o eucalipto dominar todas as florestas existentes, nós pagaremos com nossas vidas.

12-Quantos tipos de raça humana existem?
Tenho três teorias diferentes para responder a mesma pergunta. Ainda não me decidi.

13-Há diferença entre o original e o clonado?
A data de fabricação.

14-O que é uma larva?
Qualquer forma animal em desenvolvimento.

15-Onde a água é armazenada?
Em porões mormons, em reservatórios públicos, em leitos bem abaixo da superfície.

16-O que é independência?
Escrevi um texto inteirio sobre isso, mas não vou postar agora, em resumo:

Independência é ser liberto de influências, poderes, lideranças ou controles. É a não necessidade de suporte de qualquer tipo que seja. Auto-suficiência no sentido mais abrangente possível.

Filtros

•novembro 19, 2009 • 1 Comentário

Conceitos e preconceitos. Crenças e descrenças.

 As coisas mais importantes para mim e que não permito que ninguém entre no caminho – e não quero entrar no caminho de ninguém – são paixão, família e amigos. (Sendo que os últimos dois frequentemente se misturam.)
- Paixão: aquilo que um indivíduo faz por puro prazer (muitas vezes é sua profissão ou hobbie). Que dedica tempo – mesmo que às vezes secreto. Que o faz levantar da cama todos os dias, que o faz querer mais.
- Família: auto-explicativo.
- Amigos: Seria auto-explicativo, mas quero acrescentar, que pra mim, o tempo de amizade e/ou o tempo que vai durar não é importante. Os amigos que ficam acabam virando família e os que vão não são menos importantes no tempo que estão. A convivência com eles é primordial! Acredito que querendo ou não somos animais políticos e sociais, abstinência da convivência em “grupo” causa frustração entre outros pesos.
Por perto de mim, prefiro pessoas egoístas. Sim, egoístas! Egoístas o suficiente para serem sinceras consigo mesmas e, por consequência, com quem quer que seja. Pessoas “altruístas” são o pior tipo de egoístas, pois negligenciam à si mesmas para posteriormente sentirem-se usadas (“depois de tudo o que eu fiz por você!”).
Prefiro também que não sejam sentimentais. Sentimento sobre razão tende a não funcionar perto de mim. Sentimentalistas vivem num mundo dramático (dramatúrgico?) que eu não compreendo. Neste mundo, só existe eles mesmos e todos os outros são robôs insensíveis. Essas pessoas tendem a deprimir-se ou ofender-se com frequência ou serem bobos alegres o tempo todo.. Em geral, não conseguem tirar proveito de nenhuma sensação confundindo intensidade com exagero e preocupando-se mais com demonstrar do que com realmente sentir. Na minha experiência, pessoas com essa característica tendem a achar que se você não mostrou é porque não sentiu. Observei também um excesso de palavras e ausência de atos de acordo, além de uma tremenda incapacidade de “colocar-se no lugar” de qualquer um.
Não acredito na beleza de datas especiais ou romantismo agendado.
Não acredito em perda de tempo. É preciso uma mente muito diminuta para considerar qualquer situação como perda de tempo. Dentro disso, ainda que o tempo – se existisse – pudesse ser mais utilmente aproveitado (e eu falo de aproveitamento não de perda ou ganho), se não foi, o único “culpado” é o que não o fez e não qualquer outra pessoa. Somos responsáveis por tudo que nos acontece, não necessariamente culpados.

Only one heart

•novembro 20, 2009 • 2 Comentários

Organizando papéis em meu quarto achei, entre outros, este pequenino texto que escrevi há bons meses atrás e decidi que, com algumas sutis alterações (para facilitar o entendimento), era hora de publicá-lo, porque ele reflete a minha real e atual opinião a respeito do assunto.

Por que é tão frustrante relacionar-se?

Porque quando você se relaciona, você não se relaciona com aquele cara legal que você conheceu no parque num domingo de manhã quando precisou de ajuda com a bicicleta. Você não se relaciona com aquele menina linda e inteligente que estava entediada na festa. Não se relaciona com o seu colega mais simpático da escola, não! Você se relaciona com a história dessa pessoa; com seus fantasmas, com a sua genética, com todos os anseios de futuro que estavam na vida dela bem antes de você.
Talvez seja por isso que os casamentos antigamente duravam mais, as mulheres não pareciam ter muitos outros planos além de casar e ter filhos, de resto, aparentemente, tanto fazia. Mas hoje em dia, todos nós, mulheres e homens, já nascemos planejando, sonhando e querendo. E quão dificil é ter sonhos parecidos tendo histórias diferentes! Ou ainda, quantos desses sonhos, idéias, planos e quereres não são deixados para trás por causa de um outro alguém…
E eu não sei qual é o nosso mal: querer tantas coisas ou tentar nos partir em dois, enquanto em dupla, tentamos nos tornar um.

The craft

•novembro 22, 2009 • Deixe um comentário

“Old bureaucrat, my comrade, it is not you who are to blame. No one ever helped you to scape. You, like a termite, built your peace by blocking up with cement every chink and cranny through which the light might pierce. You rolled yourself up into a ball in your genteel security, in routine, in the stifling conventions of provincial life, raising a modest rampart against the winds and the tides and the stars. You have chosen not to be perturbed by great problems, having trouble enough to forget your own fate as man. You are not the dweller upon an errant planet and do not ask yourself question to which there are no answers. You are a petty bourgeois of (…) . Nobody grasped you by the shoulder while there was still time. Now the clay of which you were shaped has dried and hardened, and naught in you will ever awaken the sleeping musician, the poet, the astronomer that possibly inhabited you in the beginning.”

Reversible

•novembro 24, 2009 • 1 Comentário

Felt that some details were slipping away from my short memory, so I tried to see São Paulo from a satellite picture, even though very clear, that was not the angle I used to see and to remember it, and funny thing this mind of mine, it made me nauseous – literally – to see the place that didn’t mark my steps on, from such a great distance. My next words will sound controversy even for myself, but I dare to say – and I do not consider this the true besides the feeling that occurs to me right now -  it seems to me that the people doesn’t matter, what really leaves an impression are the places. It seems that I recall more easily the sensations caused by the environment itself than for the people living in it. Which is absurd, once that an environment is made of everything that inhabited it, even if just for a blink of eyes. Also it’s a very awkward feeling, once that living the moment, it feels like doesn’t matter where, it matters who, however when it becomes past, it’s where my most vivid memory.
Einstein said that – or somebody said that he did – “as far as the laws of mathematics refer to reality, they are not certain; and as far as they are certain they do not refer to reality.”
and that’s the only way I could justify – if needed – this thought of mine, if you know what I mean.

ABC

•novembro 26, 2009 • 1 Comentário

Outro dia estava assistindo um episódio de Vila Sésamo chamado “Sing Along” e entre outras muitas músicas (desconhecidas), cantaram a popular música do alfabeto. Começou com uma menina loirinha e apática de cabelo alisado cantando da forma mais graciosa que conseguia “A, B,C, D…” e quando ela chegou na letra G o pianista solicitou que todos cantassem junto. O resto das crianças e adultos em volta da loirinha começaram também em tom sacro “H, I, J, K…”. Tentei imaginar se eu fosse de uma outra cultura não ocidental e não tivesse idéia do que eles falavam… talvez o som do ABC  levasse-me a uma experiência transcedental, talvez eu chorasse, talvez eu achasse que deus estava ali tamanha a solenidade da canção. Depois, tentei imaginar caso eu fosse oficialmente de outro planeta… se eu pudesse contar cada vez cada canção é cantada, (incluindo reprises de programa de televisão), eu acreditaria que essa era a mais importante canção jamais escrita, que ela carrega fortes traços dos conceitos e valores desse planeta… e talvez seja isso mesmo.

__
Isso lembrou-me de uma passagem do livro O Apanhador do Campo de Centeio, mas eu não consegui achar agora. Se eu achar, postarei aqui.

One is not born, one becomes.

•dezembro 8, 2009 • 1 Comentário

Ômega foi a primeira coisa ao ver ao acordar. Acima dela, a lua cheia, brilhando com o sol nascente. Azul meio escuro. Fechou os olhos por mais alguns momentos, em estado alpha; aquele entre o dormir e o acordar. Não sabia qual das duas realidades era real; o sonho ou a vida, mas não importava, eram iguais. As duas encontravam-se nesse entre-meio suspenso naquilo e nisto. Misturando-se tão homogeneamente que nem a luz intrusa de tungstênio poderia separar. De qualquer forma, encarou aquela luz; a que vinha de dentro. Quem a teria acendido? Os olhos! Definitivamente foram os olhos que a acenderam. Púpila ligeiramente dilatada e uma inspiração imperceptivelmente mais longa, mas o cérebro precisa de mais, demanda um bocejo. O corpo, tomando ciência de si nesse sonho misto de amarelo, se estica e se retorce, como se não houvessem ossos ou limites. Tomada primeiro a consciência do meio, depois de estar, depois do quando, depois de onde, depois do que ou porquê.
Despido do que o cobria, sem frio, põe os pés no chão. O pé reconhece o chão e o chama de dia. Quando o pé encontra o chão, o dia começa.

Hard to understand, harder to make it possible.

•dezembro 29, 2009 • Deixe um comentário

Today my 10 years old neighbour asked me if I have any brothers or sisters. I told her that I have a 28yrs old brother and without a pause, she asked me where does he live. When I answered her question her little face opened in a weird expression with visible watered eyes and her words that I cannot recall said that she couldn’t understand how I could do it. She told me then that she is always fighting with her sisters, but she couldn’t see herself away from them. My answer was a sad nod.

Excuses

•janeiro 13, 2010 • Deixe um comentário

… sem vontade ou foco pra escrever no blog.
Hiperatividade aguda, seguida de sono massivo está em seu auge por esses dias. Na minha cabeça tudo acontece em torno dos próximos 8 meses e de como estar preparada para eles e de como fazer o tempo passar rápido, usando-o da melhor forma possível.
Sim! Ansiedades, preocupações, planos e presente.
You gotta stand up to live if you want to sit down to write, right?! So there I go…